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FSM
Duro com o fundamentalismo
Roberto Fuentealba

Belem do Pará, 26/01/2009, (IPS) - - TerraViva- Os movimentos feministas do FSM organizarão seu principal debate em torno do combate ao fundamentalismo religioso, disse em entrevista à Rádio Terra, Lilian Celiberti, diretora da Articulação de Organizações Feministas do Mercosul.

Rádio Terra - De que maneira os temas referentes à questão de gênero estarão presentes nesta edição do Fórum?

Lilian Celiberti - Ainda que participemos do Fórum como articuladores desde sua primeira edição, desde o segundo ano estamos produzindo um espaço de debate com outras redes feministas. Foi concretizado com a realização de vários fóruns, chamados de diálogos feministas com mulheres da Ásia, Europa, América Latina e África, que também estão sendo desenvolvidos em Mumbai, Porto Alegre, Nairóbi, e agora em Belém. Este é apenas um dos espaços. Existem 12 organizações coordenando os diálogos, e discutimos ali, temos geralmente um só dia para uma reunião de reflexão.

À parte disso, nós, como articulação, vamos realizar atividades secundárias. Um dos temas-eixo é a campanha contra o fundamentalismo que surgiu no Fórum Social de 2002. Este ano, estaremos centrados em algumas das dificuldades que encontramos como feministas na América Latina, em particular, com relação a certa colocação fundamentalista, ou ao crescimento das propostas fundamentalistas em torno do direito de decisão das mulheres, e a criminalização das mulheres pelo aborto.

Rádio Terra - Poderia fazer uma avaliação da presença transversal da perspectiva de gênero e da participação das mulheres no FSM?

Lilian Celiberti - Eu diria que, em geral, para fazer essa avaliação, teremos que observar os contextos regionais também, porque, quando nasceu este espaço no Fórum Social, por exemplo, em suas primeira e segunda edições, os direitos das mulheres eram uma temática com pouca presença, e essa presença foi sendo incrementada ano a ano, não só entre as mulheres, como também pela interação com outros movimentos, e assim ganhou em reconhecimento e legitimidade.

No entanto, na África, no Quênia, encontramos, por um lado, uma grande presença de mulheres, com uma enorme assembléia, mas com muitas dificuldades em dar visibilidade pública às suas demandas, basicamente pela interação e presença no próprio fórum de grupos religiosos como espaços organizados. Na Índia fomos muitos cuidadosos sobre a relação de gênero. Ocorreu uma busca do comitê organizador para mostrar um equilíbrio entre homens e mulheres nos espaços públicos. Isso tem avançado desde que se iniciaram os Fórum.

Isso não impede que tenhamos atividades sem mulheres ou que as lideranças sejam do sexo masculino, mas observei que cada vez mais, quando essas coisas acontecem, os participantes, homens e mulheres, reclamam. Se virem um painel onde só há homens, os organizadores seguramente serão questionados. Isso é um ganho de cultura política.

Existe no Brasil um movimento de mulheres muito interessante, forte e diverso que estará muito presente neste debate. Temos sim algumas lacunas como feministas em temas sobre questões ambientais, não porque não existam redes, mas por que elas são fracas ou invisíveis.

Rádio Terra - Que temas se relacionam às novas tecnologias e aos movimentos de mulheres?

Lilian Celiberti - Sei que existem muitas organizações trabalhando com essa temática. É um tema relativamente novo, ainda que não para as organizações de comunicação. Existe uma rede de mulheres comunicadoras que está organizando atividades, e por outro lado o próprio Fórum funciona como uma grande rede de telecomunicação, porque sem elas não teríamos sequer o Fórum Social. Agora se levantou a proposta de uma “Belém Ampliada”, para que se organize uma conexão com os espaços locais. Parece uma boa idéia buscar estas conexões, pegar o Fórum e conectá-lo com o local.

Por outro lado, sempre está presente no Fórum a Amarc (Associação Mundial de Rádios Comunitárias) e tudo o que faz para a difusão dos temas das mulheres e do gênero, assim como a Rádio Fair, que em geral se instala no Fórum, e que é uma rede para as feministas, uma rádio de internet, nos permitem constituir um vínculo entre o mês de janeiro, o FSM, e o próximo encontro feminista da América latina e Caribe, no México, no mês de março.

(Envolverde/IPS/TerraViva) (FIN/2009)

 
Terramérica - Meio Ambiente e Desenvolvimento
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