África
  Mundo
  Economía
  Direitos Humanos
  Saúde
  Ambiente
  Globalização
  Arte e Cultura
  Energia
  Politica
  Desenvolvimento
  Colunistas
 
  RSS o que é isso?
   ENGLISH
   ESPAÑOL
   FRANÇAIS
   SVENSKA
   ITALIANO
   DEUTSCH
   SWAHILI
   MAGYAR
   NEDERLANDS
   ARABIC
   POLSKI
   ČESKY
   SUOMI
   PORTUGUÊS
   JAPANESE
   TÜRKÇE
PrintSend to a friend
 

Sul emerge no Conselho de Segurança
Thalif Deen

Nova York, Estados Unidos, 14/10/2010, (IPS) - O Sul em desenvolvimento terá, pelo menos teoricamente, maior peso a partir de janeiro no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Brasil, Índia, Nigéria e África do Sul, nações emergentes e com crescente influência internacional, ocuparão quatro das dez cadeiras não permanentes. O outro novo integrante eleito pela Assembleia Geral no dia 12 é a Alemanha. Com cinco potências mundiais como membros permanentes com poder de veto (China, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha e Rússia) o máximo órgão de segurança da ONU, que tem 15 integrantes no total, será ainda mais poderoso no próximo ano.

Índia e Alemanha há tempo buscam um lugar permanente no Conselho de Segurança. O status não permanente de dois anos do Brasil vencerá no final de 2011, e o do Japão em dezembro deste ano. A África do Sul é um grande candidato declarado para um lugar permanente representando a região africana. Além disso, no ano que vem o órgão também estará integrado por dois poderosos blocos emergentes: Brasil, Rússia, Índia e China (Bric) e Índia, Brasil e África do Sul (IBSA).

Será um “teste” para a efetividade do Conselho, disse à IPS um diplomata de uma nação em desenvolvimento que pediu para não ser identificado. Se verá se os possíveis membros permanentes conseguem marcar uma diferença no trabalho do Conselho de Segurança, acrescentou. A Índia, que foi eleita para o período 2011-2012, já ocupou por seis vezes um lugar não permanente no Conselho. A Alemanha já o integrou por quatro vezes, Brasil e Japão, dez cada um, o mandato mais longo na história do organismo, seguidos de Argentina com oito.

Entretanto, o lugar fixo lhes foge pela profunda divisão de opiniões entre os Estados-membros e pela reticência dos cinco integrantes permanentes em ampliar o círculo elitista. A Índia mostrou seu peso político no cenário internacional ao reunir a maior quantidade de votos a favor de sua candidatura, 187, dos 192 integrantes da Assembleia Geral. A Colômbia obteve 186, África do Sul 182, Portugal 150 e Alemanha 128. O mínimo necessário são 127 votos. Talvez, a maior surpresa tenha sido a retirada do Canadá, que estava atrás de Portugal dentro do grupo de países da Europa ocidental.

O embaixador indiano na ONU, Hardeep Singh Puri, disse aos jornalistas que a escolha “reforça nosso compromisso com o trabalho do conselho em assuntos que sempre priorizamos”. O chanceler da Índia, S. M. Krishna, que participou das sessões da Assembleia Geral de setembro em Nova York, conversou pessoalmente com os chanceleres de mais de 123 países. Quando esse país competiu com o Japão por um lugar permanente, em outubro de 1996, sofreu uma grande derrota. Tóquio conseguiu 142 votos e Nova Déli apenas 40. Um desastre para os padrões da ONU.

Por ser secreto o voto, muitos países violaram seu compromisso, em alguns casos contraído até por escrito, e não deram seu apoio. Por sua vez, o Japão utilizou seu peso econômico e aumentou suas promessas de ajuda, para reunir os votos necessários. A Índia, uma potência nuclear, se redimiu ao ser eleita para o Conselho de Direitos Humanos com a maior quantidade de votos, 173, na lista de candidatos asiáticos, em comparação com Bangladesh com 160, Paquistão 149 e Sri Lanka 123.

A Índia hoje goza de um status de superpotência na Ásia e também foi uma nação beneficiária da ajuda da qual agora é um dos principais doadores. Além disso, é um dos países que mais defende a ampliação do Conselho de Segurança dentro da ONU. “Espera-se que os membros permanentes atuem de tal forma que transcendam os interesses nacionais ao tratarem questões relacionadas com a paz e a segurança internacional”, afirmou Hardeep. “É importante que os membros permanentes reflitam a realidade contemporânea e incluam uma representação adequada de todas as regiões do mundo”, disse aos delegados.

Brilham por sua ausência

Para destacar a necessidade de uma mudança radical na integração do Conselho de Segurança, Hardeep lembrou um discurso do presidente da França, Nicolas Sarkozy, a estudantes da Universidade de Columbia (EUA) no final de março. O chefe de Estado francês fez, na ocasião, uma série de perguntas retóricas.

“Sabiam que nenhum país africano é membro permanente do Conselho de Segurança”, apesar dos milhares de milhões que vivem no continente?, questionou. “Sabiam que nenhum país árabe é membro permanente do Conselho de Segurança?”, apesar de neles viverem centenas de milhões de pessoas, acrescentou. “Sabiam que a Índia, com um bilhão de habitantes, que em 30 anos será o país mais populoso do mundo, não é membro permanente do Conselho de Segurança?”, prosseguiu.

Também disse que o Japão, terceira economia do mundo, tampouco pertence ao órgão máximo de segurança da ONU, como também nenhum país da América Latina. “Como pode alguém pretender que resolvamos as grandes crises, guerras e conflitos no contexto das Nações Unidas sem África, sem três quartos da Ásia, sem América Latina e sem nenhum país árabe?”, insistiu Sarkozy.

Hardeep afirmou: “Digo isto pela incapacidade do sistema da ONU em captar o significado das mudanças no cenário internacional desde a Segunda Guerra Mundial” (1939-1945). Envolverde/IPS (FIN/2010)

 
Terramérica - Meio Ambiente e Desenvolvimento
  Mais noticias
News in RSS
 Sri Lanka recorre e métodos ancestrais contra a mudança climática
 Salva-vidas afunda ainda mais a Grécia
 Ampliação de estrada atenta contra patrimônio cultural indiano
 A ignorada faceta produtiva da cannabis
 DESTAQUES: Código de barras até em colmeias
 REPORTAGEM: Estrada no Parque Nacional do Iguaçu pode acabar em impasse
 "Quando a corda da desigualdade se rompe, você tem uma crise política"
 Direitos femininos serão eixo de reunião do UNFPA em Montevidéu
 Preocupa que tensão entre Rússia e Estados Unidos afete negociação nuclear
 Trabalhadores espanhóis vítimas de disputa entre Madri e Gibraltar
MAIS>>
  Latest News
News in RSS
 Yakama Nation Tells DOE to Clean Up Nuclear Waste
 World Cuts Back Military Spending, But Not Asia
 The Iranian Nuclear Weapons Programme That Wasn’t
 U.S. Blasted on Failure to Ratify IMF Reforms
 Developing Nations Seek U.N. Retaliation on Bank Cancellations
MORE >>
  Ultimas Noticias
News in RSS
 Sociedad civil quiere más influencia en nueva agenda de desarrollo
 Llega Qelasy, la tableta inventada en Costa de Marfil
 â€œLa agricultura necesita una nueva revolución”
 Incidencia mundial del cáncer versus mortalidad por región
 Países con mayor incidencia y mayor mortalidad por cáncer
MÁS >>