África
  Mundo
  Economía
  Direitos Humanos
  Saúde
  Ambiente
  Globalização
  Arte e Cultura
  Energia
  Politica
  Desenvolvimento
  Colunistas
 
  RSS o que é isso?
   ENGLISH
   ESPAÑOL
   FRANÇAIS
   SVENSKA
   ITALIANO
   DEUTSCH
   SWAHILI
   MAGYAR
   NEDERLANDS
   ARABIC
   POLSKI
   ČESKY
   SUOMI
   PORTUGUÊS
   JAPANESE
   TÜRKÇE
PrintSend to a friend
 

Obama chamado a participar da Rio+20
Carey L. Biron

Washington, Estados Unidos, 23/5/2012, (IPS) - Faltando apenas um mês para o começo da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), numerosas organizações da sociedade civil exortam o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a confirmar sua participação neste encontro.


Crédito: Fotografía de Lawrence Jackson, de la Casa Blanca

"Sua presença será de crucial importância para todos os norte-americanos e demonstrará a profunda preocupação de nosso país com as questões globais urgentes que, inevitavelmente, afetarão nossa segurança e nosso bem-estar", diz uma carta aberta assinada por várias associações ambientalistas. Também "destacará a determinação de nossa nação em ser participante da corrida para uma economia verde", acrescenta. A Casa Branca negou-se a fazer comentários, dizendo que ainda não recebera a carta, que no dia 21 foi tornada pública.

Don Kraus, diretor-geral da organização Citizens for Global Solutions, com sede em Washington, afirmou que "a liderança dos Estados Unidos na Conferência é essencial". A chefe de governo da Alemanha, Angela Merkel, e o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron, declinaram do convite para também participarem da Rio+20. "Dificilmente Merkel, Cameron e outros governantes não participarão caso Obama priorize a cúpula à frente de outras questões de política interna. Não vejo outro país que possa proporcionar o mesmo grau de liderança ao processo", destacou Kraus à IPS.

A Rio+20 acontecerá de 20 a 22 de junho no Rio de Janeiro e marcará duas décadas desde a histórica Cúpula da Terra, como foi chamada a Conferência das Nações Unidas realizada também no Rio de Janeiro, em 1992. Naquela oportunidade, as negociações permitiram que em 1997 fosse aprovado o Protocolo de Kyoto, o acordo internacional mais significativo na luta contra a mudança climática, mas que os Estados Unidos resistem a assinar e ratificar, apesar de serem o país de maior economia do mundo, o maior consumidor de recursos e o mais contaminante.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, declarou, no final de abril, que a participação de Obama na cúpula é "crucial". Pelo menos 130 governantes já confirmaram presença na Rio+20, mas Obama permanece calado a respeito, apesar de repetir que o desenvolvimento sustentável é de primordial importância para seu governo.

Após a crise econômica e financeira, e pela impossibilidade de a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, realizada em Copenhague em 2009, chegar a um acordo que substituísse o Protocolo de Kyoto, os governos não puderam promover iniciativas nessa área. "Depois de Copenhague ficou claro que havia muito trabalho a ser feito para se criar um clima político propício", observou à IPS o ativista Kyle Ash, do Greenpeace.

"Em Copenhague, Obama não colocou suficiente peso na mudança climática, apenas passou o assunto para o Congresso e esperou sentado. Assim, os políticos não sentiram que houvesse suficiente pressão política", explicou Ash. Desde então, os temas ambientais ficaram cada vez mais divisíveis. Os conservadores conseguiram vincular o assunto a uma reação maior contra o "desperdício" do gasto público. O ambiente político fez com que Obama retrocedesse sobre várias iniciativas importantes. Entretanto, uma pesquisa mostrou que 72% dos cidadãos norte-americanos entrevistados acreditam que o aquecimento global deve ser uma prioridade "muito alta" ou "média" para os governos nacionais. Os resultados foram além das simpatias partidárias.

Em Copenhague, "primeiro se tentou chegar a um enfoque complicado e hierárquico que agradasse a todos", apontou Jacob Scherr, da Onda Verde. "Quando ficou claro que era impossível, Obama sentou-se com as novas superpotências verdes (Brasil, China, Índia e África do Sul) e juntos elaboraram o Acordo de Copenhague", disse à IPS. "Nos últimos 30 anos que tenho de experiência, buscamos que outros países assumissem a liderança, quando os Estados Unidos parecem não estar dispostos a fazê-lo, mas não apareceu" o candidato, lamentou.

Alguns observadores destacam o papel positivo da delegação norte-americana de tentar manter a agenda da cúpula curta, focada e centrada em resultados concretos, mais do que em novos planos e novas promessas. A agenda da Rio+20 passou das cinco páginas originais propostas pelos Estados Unidos para cerca de 140, e Scherr destacou que as prioridades do governo de Obama estão no caminho certo, embora possam diluir-se se o presidente não participar da reunião.

"Não precisamos de outro tratado nem de mais promessas, já temos muitos. Esta cúpula deve conseguir ações e responsabilidades", ressaltou Scherr. "A Organização das Nações Unidas (ONU) e o Brasil deixaram claro que a cúpula não será o lugar para negociar, mas para que os governos se reúnam, anunciem o que estão fazendo e gerem vontade política para que os países assumam compromissos reais e de curto prazo", enfatizou o representante da Onda Verde. Envolverde/IPS (FIN/2012)

 
Terramérica - Meio Ambiente e Desenvolvimento
  Mais noticias
News in RSS
 Sri Lanka recorre e métodos ancestrais contra a mudança climática
 Salva-vidas afunda ainda mais a Grécia
 Ampliação de estrada atenta contra patrimônio cultural indiano
 A ignorada faceta produtiva da cannabis
 DESTAQUES: Código de barras até em colmeias
 REPORTAGEM: Estrada no Parque Nacional do Iguaçu pode acabar em impasse
 "Quando a corda da desigualdade se rompe, você tem uma crise política"
 Direitos femininos serão eixo de reunião do UNFPA em Montevidéu
 Preocupa que tensão entre Rússia e Estados Unidos afete negociação nuclear
 Trabalhadores espanhóis vítimas de disputa entre Madri e Gibraltar
MAIS>>
  Latest News
News in RSS
 OPINION: The Islamic State’s Ideology Is Grounded in Saudi Education
 Canada Accused of Failing to Prevent Overseas Mining Abuses
 Panama Regulators Could Slow U.S. Approval of GM Salmon
 Resolving Key Nuclear Issue Turns on Iran-Russia Deal
 Good Twins or Evil Twins? U.S., China Could Tip the Climate Balance
MORE >>
  Ultimas Noticias
News in RSS
 La pobreza infantil española desde los ojos de Encarni
 Miles de cristianos iraquíes, perseguidos por EI, huyen a Jordania
 San Vicente y las Granadinas se toma en serio el cambio climático
 Hidrocarburos sin controles ambientales, mala mezcla para África
 Los indígenas, convidados de piedra en las concesiones de tierras
MÁS >>