África
  Mundo
  Economía
  Direitos Humanos
  Saúde
  Ambiente
  Globalização
  Arte e Cultura
  Energia
  Politica
  Desenvolvimento
  Colunistas
 
  RSS o que é isso?
   ENGLISH
   ESPAÑOL
   FRANÇAIS
   SVENSKA
   ITALIANO
   DEUTSCH
   SWAHILI
   MAGYAR
   NEDERLANDS
   ARABIC
   POLSKI
   ČESKY
   SUOMI
   PORTUGUÊS
   JAPANESE
   TÜRKÇE
PrintSend to a friend
 

Sucesso no esforço contra transmissão vertical da aids
Anne Mireille Nzouankeu

Yaunde, Camarões, 9/8/2012, (IPS) - Há quase dois anos que não nasce um bebê com o vírus da deficiência imunológica humana (HIV), causador da aids, no hospital público do distrito de Cité-Verte, na capital de Camarões.

O diretor da instituição, Emilien Fouda, disse que isto é o resultado do esforço combinado do pessoal sanitário e de organizações comunitárias. Philomène Manga fez um exame para saber se era portadora de HIV em 2005, já com quatro meses de gestação. "Quando disse ao meu marido que o resultado era positivo, ele me pediu para abortar, para não dar à luz uma criança enferma", contou à IPS.

No entanto, graças à ajuda da organização No Limit for Women Project (Nolfowop), decidiu prosseguir com a gravidez. "Recebi tratamento para que meu filho não contraísse o vírus. Agora tenho dois filhos sadios, um de seis anos e outro de dois anos e meio. E penso em ter um terceiro", comemorou Manga. Os passos para prevenir a transmissão de mãe para filho são muito conhecidos. "O programa para evitar a transmissão vertical inclui conscientização, exames voluntários e confidenciais de HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis, e práticas de partos que minimizem os riscos de transmissão do vírus", explicou Fouda à IPS.

"Também fornecemos antirretrovirais e apoio psicológico às mulheres e às crianças soropositivas, bem como assessoria alimentar", acrescentou Fouda. O médico contou que o pessoal do hospital de Cité-Verte explica às mães como evitar o contágio do vírus para o filho durante a gravidez. E é aí que aparece a primeira complicação. Segundo um informe do governamental Comitê Nacional de Luta Contra a Aids, divulgado em março de 2012, cerca de uma em cada cinco mulheres que recebem atenção pré-natal se negam a fazer o exame. O governo foi obrigado a tomar medidas para evitar que as mães que não fizessem o exame transmitissem o vírus aos filhos.

"Temos orientações firmes. Na sala de parto, sistematicamente fazemos o exame das mulheres cuja situação é desconhecida e, se necessário, iniciamos o tratamento", detalhou Fouda. Segundo estatísticas publicadas pelo escritório em Camarões do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), 20% dos casos de transmissão vertical ocorrem durante a gravidez, 65% no parto e 15% na amamentação. A taxa de HIV em mulheres é de 7,6% entre as grávidas.

A intervenção na sala de trabalho de parto é crucial, mas ainda assim resta um grande tema sem resposta. Segundo cálculos do Unicef, cerca de um milhão de mulheres deveriam ter feito consultas pré-natais em 2011, mas apenas 364 mil o fizeram. Para dar à luz, muitas vão a clínicas particulares ou pequenas maternidades de áreas pobres. Os esforços das organizações comunitárias para evitar a transmissão de mãe para filho ficam mais importantes porque quase dois terços das grávidas são atendidas em centros de saúde públicos.

É nesse contexto que o trabalho de organizações como a No Limit for Women é vital. Esta organização, uma associação de mulheres com HIV, foi criada em 2000, e suas integrantes se reúnem com trabalhadores da saúde no hospital Cité-Verte duas vezes por semana, e depois levam informação sobre transmissão vertical às mulheres das aldeias. "Procuramos atingir a maior quantidade possível de mulheres participando de reuniões de várias organizações femininas. Pedimos que busquem hospitais públicos para serem atendidas e mantemos contato com elas mediante visitas domiciliares", contou Odette Etamè, presidente da Nolfowop.

A ativa campanha de conscientização comunitária também ajuda a chegar às que sabem ser portadoras do HIV e querem ter filhos, mas têm seus medos a respeito. A Nolfowop recebe apoio de várias instituições, incluindo o Ministério da Saúde, Unicef e Care International. A ajuda econômica permite paliar os custos de transporte das pessoas que fazem as visitas familiares.

Entretanto, em nível nacional as coisas não funcionam tão bem como em Cité-Verte. Organizações de apoio comunitário como a Nolfowop só estão presentes em alguns hospitais do país e não em todos os centros de saúde pública que fazem exames de HIV nas parturientes de forma sistemática. Etamè considera que o modelo de Citè-Verte deve ser ampliado para todo o país. "A ideia é criar pelo menos um grupo de apoio comunitário em cada um dos 179 distritos de saúde de Camarões. A iniciativa já está implementada em alguns deles", ressaltou. Envolverde/IPS (FIN/2012)

 
Terramérica - Meio Ambiente e Desenvolvimento
  Mais noticias
News in RSS
 Contra os casamentos precoces no Sudão do Sul
 Freios incipientes ao monopólio de terras
 Manifestações em massa no Paquistão contra bombardeio teledirigido
 Líderes religiosos islâmicos pedem apoio para rebeldes sírios
 Para uma zona de livre comércio entre Ãfrica do Sul e Nigéria
 REPORTAGEM: Ajuda financeira contra mudança climática de novo paralisada
 DESTAQUES: Cidades mexicanas se afogam em poluição e ainda não sabem
 Erradicar a fome deve ser prioridade para depois de 2015
 Especulando com a comida
 O renascimento indígena brasileiro sob fogo cruzado
MAIS>>
  Latest News
News in RSS
 U.S. Regulatory System “Stymied by Special Interestsâ€
 Behind the Climate Finance Headlines
 Are Developing Countries Waving or Drowning?
 U.S. Syria Hawks Can’t Get No Traction
 Rice Replaces Donilon as Obama’s Top Foreign Policy Adviser
MORE >>
  Ultimas Noticias
News in RSS
 Cómo la seguridad de EEUU quedó a cargo de una compañía privada
 Asamblea Constituyente crece como demanda electoral en Chile
 â€œLa libertad de expresión es un derecho colectivoâ€
 Siria no es país para kurdos
 Boom de la quinua desafía agricultura local
MÁS >>