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Ataque ao Irã perde apoio interno em Israel
Mitchell Plitnick

Washington, Estados Unidos, 27/8/2012, (IPS) - A ideia de um ataque unilateral contra o Irã, promovida pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e por seu ministro da Defesa, Ehud Barak, estaria definitivamente derrotada pela oposição interna.

Assim entendem observadores, considerando as últimas declarações de destacados líderes do país, entre eles o presidente, Shimon Peres. Netanyahu e Barak estariam ficando isolados em sua campanha por uma ação bélica unilateral.

O chefe do Estado Maior das Forças de Defesa Israelenses, Benny Gantz, e Tamir Pardo, chefe do Mossad, o serviço de inteligência de Israel, se opõem a um ataque ao Irã. Ambos foram claros em entrevistas à imprensa quanto a não compartilharem a avaliação de Netanyahu e de Barak sobre o imediatismo de uma ameaça iraniana ou sobre a utilidade de um ataque contra instalações nucleares de Teerã.

Por si só já é incomum que se divulgue uma discordância dentro do governo israelense, e chama ainda mais a atenção ao se considerar que os dois funcionários foram designados pela atual administração. Porém, além de Gantz e Pardo, segundo o jornalista israelense Nahum Barnea, há outros líderes castrenses contrários ao ataque ao Irã, entre eles o chefe da Força Aérea, Amir Eshel, o chefe de inteligência militar, Aviv Kochavi, e o diretor do Serviço de Segurança Geral (Shin Bet), Yoram Cohen. Isto revela um consenso dentro dos altos comandos de inteligência e de defesa.

Entretanto, foram especialmente as declarações de Peres e Uri Saguy, ex-diretor de inteligência militar, que deixaram evidente o isolamento de Netanyahu e Barak neste assunto. "Agora está claro para nós que não podemos ir sozinhos (atacar o Irã). Podemos nos contrapor (ao progresso iraniano no campo nuclear), e, portanto, temos claro que precisamos trabalhar junto com os Estados Unidos", disse Peres ao Canal 2 de Israel. "O Irã é uma ameaça global, tanto para Estados Unidos quanto para Israel", afirmou, acrescentando estar convencido de que Washington adotaria as ações necessárias.

As declarações do presidente foram interpretadas como uma crítica à pressão de Netanyahu e Barak sobre o presidente norte-americano, Barack Obama, para atacar o Irã, assim como a suposta estratégia do primeiro-ministro israelense de apoiar o quase seguro candidato do opositor Partido Republicano para as próximas eleições presidenciais dos Estados Unidos, Mitt Romney. Também há especulações de que Peres teme que a atitude de Netanyahu e Barak prejudique a histórica "relação especial" com Washington.

Embora os israelenses valorizem sua liberdade para atuar por si sós, também reconhecem a necessidade do aval dos Estados Unidos, única potência que tem apoiado constantemente suas ações e políticas em nível internacional. A ideia de que o governo do primeiro-ministro interfira diretamente na política com Washington é extremamente impopular em Israel. Por sua vez, Saguy colocou em dúvida a capacidade de Netanyahu e de Barak para liderar o país.

"Saguy não confia em Netanyahu porque não o viu tomar uma única decisão importante. E não confia em Barak porque viu os resultados de muitas das decisões importantes que ele tomou como chefe do Estado Maior, como primeiro-ministro e como ministro da Defesa", escreveu um jornalista do diário Ha'arez. Tudo isto sugere que, se Netanyahu e Barak insistirem em atacar o Irã, desatarão uma forte resistência interna no governo israelense. O primeiro-ministro criticou duramente Peres por ter "ultrapassado" seu papel de presidente, que em Israel é praticamente protocolar.

Esta dura resposta e a incessante campanha de Netanyahu para convencer importantes dirigentes políticos israelenses, como o rabino Ovadia Yosef, líder espiritual do partido Shas, parecem indicar que o primeiro-ministro não cederá em seus esforços para atacar instalações iranianas. Acredita-se que ao menos parte da tática de Israel de fazer soar tambores de guerra tenha o objetivo de pressionar o governo de Obama para que freie o programa de desenvolvimento atômico iraniano.

Netanyahu provavelmente acredita que, se não deixar claro que realmente está disposto a lançar um ataque unilateral, Washington mostrará ainda menos urgência em frear Teerã. A posição de Obama sobre o Irã tem sido sempre a mesma: redobrar a diplomacia e adotar sanções para que o Irã aceite uma supervisão de seu programa nuclear, para garantir que não seja utilizado com finalidades bélicas. Obama também afirmou que todas as opções, incluindo a militar, seguem abertas para evitar que Teerã fabrique armas atômicas.

Um ataque israelense poria Obama em uma situação muito difícil. Se não apoiasse a guerra, seria duramente criticado pelos partidários de Israel nos Estados Unidos. Contudo, se apoiasse, direta ou indiretamente, poderia ser responsabilizado pelo consequente aumento nos preços do petróleo no mercado internacional. Se Israel deixar de ameaçar o Irã, ao menos no momento, Obama poderá continuar com sua estratégia e terá um razoável nível de confiança de que este tema não afetará suas possibilidades de reeleição em novembro. Envolverde/IPS (FIN/2012)

 
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