África
  Mundo
  Economía
  Direitos Humanos
  Saúde
  Ambiente
  Globalização
  Arte e Cultura
  Energia
  Politica
  Desenvolvimento
  Colunistas
 
  RSS o que é isso?
   ENGLISH
   ESPAÑOL
   FRANÇAIS
   SVENSKA
   ITALIANO
   DEUTSCH
   SWAHILI
   MAGYAR
   NEDERLANDS
   ARABIC
   POLSKI
   ČESKY
   SUOMI
   PORTUGUÊS
   JAPANESE
   TÜRKÇE
PrintSend to a friend
 

Biomassa ilumina o Senegal rural
Koffigan E. Adigbli

Kalom, Senegal, 5/9/2012, (IPS) - Uma nova central elétrica na aldeia senegalesa de Kalom, alimentada com dejetos agrícolas, ilumina residências, alivia a carga doméstica das mulheres e permite que alguns dos moradores ganhem dinheiro.

O gerador de 32 quilowatts, que usa casca de amendoim e sabugo seco de milho como combustível, foi construído com US$ 245 mil doados pela Sociedade Alemã para os Investimentos e o Desenvolvimento (DEG) e pela empresa elétrica municipal alemã Stadtwerke Mainz.

A parteira local, Ami Mbaye, está feliz por ter luz elétrica na aldeia. Antes dependia de lanternas para fazer partos à noite, mas ao contar com eletricidade no centro de saúde fica mais fácil atender suas pacientes. "Não era fácil trabalhar de noite. Agora, não há problema algum. Mas, precisamos que o governo instale equipamento adicional para ficar melhor", disse à IPS.

"Antes, todos pagavam cem francos CFA (US$ 0,18) por carregador para as baterias de nossos telefones celulares", disse Abdoulaye Faye, professor em Kalom. "As entregávamos a um jovem que as levava até o povoado mais próximo, Fatick, a mais de 20 quilômetros de distância. Depois era preciso esperar uma semana para recuperá-los. Agora, simplesmente os carregamos em casa", afirmou.

Faye disse que os resíduos agrícolas que antes descartavam agora se tornaram uma fonte de renda. "Pagam ao menos 125 francos CFA (US$ 0,23) por quilo, dependendo da qualidade do dejeto, por isso sua coleta mantém as pessoas ocupadas, especialmente os jovens. às vezes também saio para coletar", acrescentou.

Almani N'Diaye, que administra a central, disse que, para começar, gerará apenas 15% de sua capacidade total. "Para iluminar a aldeia durante uma semana precisamos de três toneladas de cascas e talos de milho. Não nos falta combustível porque os moradores têm o habito de guardar estes resíduos" depois da colheita, disse à IPS.

François Sène, agricultor da aldeia, disse à IPS que desde que a central começou a funcionar ele e sua família saem diariamente em busca de combustível para a central. "Pode-se ganhar cinco mil francos CFA (US$ 9,5) por dia. Assim, depois que acabamos nosso trabalho, saio com minhas duas mulheres e meus cinco filhos para ver quais dejetos agrícolas podemos encontrar. É uma benção ganhar um pouco de dinheiro desta forma", afirmou.

Wolla Ndiaye, senador e morador da aldeia, contou que cada casa paga o que consome, dependendo da quantidade de lâmpadas e eletrodomésticos que usar, e o preço por quilowatt/hora é de 250 francos CFA (US$ 0,47). "Os 115 terrenos dos 1,3 mil habitantes da aldeia estão conectados à rede elétrica, excetuando três casas que ainda estão em construção. E mais de 80% da energia gerada ainda não são usados", acrescentou. Contudo, Ndiaye explicou que para cobrir os custos operacionais mensais da central - entre US$ 95 e US$ 115 - será importante que as outras 15 aldeias da área estejam conectadas à central elétrica.

Durante uma visita a Kalom, o ministro de Energia e Mineração, Aly Ngouille Ndiaye, prometeu se encarregar de iluminar as aldeias vizinhas através da Agência Senegalesa de Eletrificação Rural. "Vocês têm direito a desfrutar da eletricidade com os que vivem na cidade. Mas também, sendo eu mesmo uma pessoa com raízes rurais, sei que a falta de eletricidade pode ser obstáculo ao desenvolvimento", afirmou.

Segundo Alioune Diouf, do Programa Nacional de Biogás, do Ministério de Energia, o governo iniciou este plano em 2006 para garantir às famílias periurbanas e rurais o fornecimento sustentável de energia para iluminação e cozinhar. "Também foram lançados projetos de geração de energia com dejetos em 2008 nas regiões de Kaolack, Fatick, Ziguinchor e Kolda", acrescentou.

Nessas regiões, que ficam no ocidente e sul do país, foram instalados 325 biodigestores entre junho de 2010 e meados deste ano, disse à IPS. "Prevemos construir oito mil até 2013", afirmou Diouf. Envolverde/IPS (FIN/2012)

 
Terramérica - Meio Ambiente e Desenvolvimento
  Mais noticias
News in RSS
 Sri Lanka recorre e métodos ancestrais contra a mudança climática
 Salva-vidas afunda ainda mais a Grécia
 Ampliação de estrada atenta contra patrimônio cultural indiano
 A ignorada faceta produtiva da cannabis
 DESTAQUES: Código de barras até em colmeias
 REPORTAGEM: Estrada no Parque Nacional do Iguaçu pode acabar em impasse
 "Quando a corda da desigualdade se rompe, você tem uma crise política"
 Direitos femininos serão eixo de reunião do UNFPA em Montevidéu
 Preocupa que tensão entre Rússia e Estados Unidos afete negociação nuclear
 Trabalhadores espanhóis vítimas de disputa entre Madri e Gibraltar
MAIS>>
  Latest News
News in RSS
 Yakama Nation Tells DOE to Clean Up Nuclear Waste
 World Cuts Back Military Spending, But Not Asia
 The Iranian Nuclear Weapons Programme That Wasn’t
 U.S. Blasted on Failure to Ratify IMF Reforms
 Developing Nations Seek U.N. Retaliation on Bank Cancellations
MORE >>
  Ultimas Noticias
News in RSS
 ONU niega que esté actuando con desidia en disputa EEUU-Irán por visa
 Sospechosos de terrorismo ante aterrador sistema judicial de EEUU
 Gobierno de Sudán del Sur aprieta la mordaza
 Ruanda se atreve a tener dulces sueños, y con sabor a helado
 Uruguay no es “pirata” por legalizar la marihuana
MÁS >>