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Evitando a escorregadia ladeira para uma guerra com o Irã
Jasmin Ramsey

Washington, Estados Unidos, 29/11/2012, (IPS) - Quando se fala que as paralisadas negociações com o Irã sobre seu programa nuclear poderiam recomeçar em breve, especialistas nos Estados Unidos afirmam que um acordo negociado continua sendo a opção mais efetiva para resolver o problema e evitar a guerra.

"Cremos que é hora e claramente há interesse de todas as partes em se chegar a uma solução diplomática", afirmou Daryl Kimball, diretor executivo da Associação para o Controle de Armas, coorganizadora com o Conselho Nacional Iraniano- Norte-Americano (Niac) da conferência Making Diplomacy Work (Fazendo Funcionar a Diplomacia).

"A diplomacia é a solução óbvia, mas não é tão claro como fazer que funcione", disse o presidente do Niac, Trita Prasi, que presidiu a conferência, realizada no dia 26. Contudo, Estados Unidos e Irã não têm relações diplomáticas desde a revolução nesse país, em 1979. O conflito tem sido principalmente frio, mas a ameaça de uma guerra se agravou este ano, após uma campanha de pressão do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

O governo norte-americano de Barack Obama fixou a "linha vermelha" de seu país para atacar o Irã na confirmação da criação da bomba atômica. Mas Israel a adiantou para a aquisição de "capacidade" para construir uma arma nuclear ou na ultrapassagem da chamada "zona de imunidade", que é Fordow, a central subterrânea de enriquecimento de urânio fora do alcance da aviação israelense.

Ao ser consultado sobre como assessoraria o presidente caso Israel atacasse o Irã, Zbigniew Brzezinski, ex-assessor de segurança nacional do presidente Jimmy Carter (1977-1981), disse que teria lhe falado antes de chegar a esse ponto, dizendo para não seguir a política de segurança nacional de outro país. "É muito importante haver clareza em uma relação de amigos. Não creio que exista alguma obrigação implícita de os Estados Unidos seguirem, como uma mula estúpida, qualquer coisa que os israelenses fazem", afirmou o estrategista.

Jim Walsh, especialista em não proliferação do Instituto Tecnológico de Massachusetts, perguntou: "O que conseguimos com uma guerra? Um Irã com armas atômicas", respondeu. Contra a linha vermelha fixada por Israel está a noção de que o Irã já tem capacidade para criar armas nucleares caso queira, segundo especialistas. "Desde 2007, os serviços de inteligência dos Estados Unidos e do Ocidente estimam que o Irã tem capacidade nuclear", pontuou Kimball, que antes havia dito à IPS que o objetivo deveria ser incidir na vontade do Irã.

"Temos que ser honestos sobre isto, não há diferença entre uma centrífuga de Fordow e de Natanz, a não ser que a primeira é mais difícil de bombardear", afirmou Walsh. Além disso, "a desconfiança" entre Estados Unidos e Irã e o interesse por questões pontuais são impedimentos para o processo diplomático, destacou. "Ambos querem chegar a um acordo sobre o urânio enriquecido a 20%, querem se concentrar em pequenas coisas, obter algo e seguir seu caminho. É um erro. Reduzem o espaço para as negociações", apontou.

O professor Ahmed Sadri, disse que "agora é o momento correto, depois das eleições norte- americanas e antes das iranianas. Se não há relação (entre Estados Unidos e Irã), os sentimentos negativos se reforçam". Sadri dá aula sobre estudos do mundo islâmico na Universidade de Wolf.

Segundo Rolf Ekéus, ex-presidente da Comissão Especial das Nações Unidas sobre o Iraque, o alívio das sanções deve estar sobre a mesa para que o Irã tenha incentivo suficiente para renunciar às suas supostas ambições nucleares. "O Iraque foi elogiado pela Agência Internacional de Energia Atômica, mas estava mentindo, por isso é preciso criar outro acordo, que contenha uma muito importante dimensão da Organização das Nações Unidas com relação aos limites e à independência do Iraque", disse o diplomata sueco.

"O sistema funcionava e permitia que o bom comportamento fosse retribuído com o alívio das sanções. O mau comportamento chocou-se com uma dura condenação do Conselho de Segurança, e não de governo a título pessoal, seja de Israel ou qualquer outro", disse Ekéus. Também acrescentou que "a mudança de regime deve ser tirada da mesa e deixar que os iranianos assumam isso", e que os Estados Unidos deixem de "se esconder por trás do chamado P5+1", os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança (China, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha e Rússia, mais a Alemanha).

Brzezinski destacou que o processo diplomático não está morto, mas enumerou uma série de opções que os Estados Unidos deveriam considerar caso fracassem as negociações. A pior seria um ataque conjunto dos Estados Unidos ou um israelense, o que geraria uma "crise regional e a propagação do ódio, em especial contra os Estados Unidos", afirmou, descartando-o como um "ato de irresponsabilidade e possivelmente de imoralidade significativa de Washington".

A menos objetável das piores opções, as que devem ser consideradas só depois que os Estados Unidos não conseguirem o resultado desejado nas negociações, seria certo tipo de contenção. "Combinamos uma dor contínua mas não sanções que enforcam, e cuidado com esta distinção, com um claro apoio político ao surgimento de uma possível democracia no Irã", afirmou Brzezinski. "E ao mesmo tempo uma garantia explícita de segurança para os países do Oriente Médio que se mostrarem amigáveis com os Estados Unidos, incluindo Israel, seguindo o modelo de proteção aos nossos aliados europeus, que durou décadas, de um insustentável ameaça nuclear soviética", acrescentou.

Brzezinski afirmou que o Irã não durou como Estado soberano durante séculos porque foi motivado por tendências suicidas, como iniciar uma guerra que levaria a um devastador ataque norte- americano. "Quanto antes abandonarmos a noção de que em algum momento vamos atacar o Irã, melhores possibilidades haverá de negociar e conseguir a estabilidade, se somarmos o claro compromisso com a segurança da região, desenhada para neutralizar qualquer possível ameaça nuclear iraniana de longo alcance", acrescentou. Envolverde/IPS

* Jasmin Ramsey escreve no blog de política exterior da IPS. (FIN/2012)

 
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