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Hamás e Fatah dispostos a uma aproximação
Jillian Kestler-D'Amours

Jerusalém, Israel, 7/12/2012, (IPS) - Após melhorar seu status na Organização das Nações Unidas (ONU), os palestinos se preparam para outro grande desafio, que é reduzir a distância que há algum tempo separa Hamás e Fatah, seus dois principais partidos políticos

"Em Gaza, as pessoas são otimistas sobre a reconciliação e gostariam que se concretizasse", disse Hamdi Shaqqura, subdiretor de programas do Centro Palestino de Direitos Humanos (PCHR), com sede na cidade de Gaza. "Nos últimos dias vimos um novo espírito positivo a respeito", observou.

Shaqqura disse à IPS que membros do Fatah, o partido majoritário da Autoridade Nacional Palestina (ANP) que governa a Cisjordânia, realizou marchas em Gaza, um acontecimento quase impensável há apenas algumas semanas neste território controlado pelo Hamás (Movimento de Resistência Islâmica). "Foi muito importante e um episódio positivo na direção correta", ressaltou . O papel mediador do Egito entre Hamás e Fatah será crucial para garantir uma trégua entre os partidos rivais, afirmou. "Espero que isso funcione como pressão sobre ambos para que sigam adiante e possam dar verdadeiros passos", acrescentou.

A tensão aumentou após a vitória do Hamás nas eleições legislativas de 2006, pois a ANP se negou a reconhecer o novo governo em meio a pressões da comunidade internacional e, concretamente, de Israel, para que ignorasse os resultados. Por falta de acordo para compartilhar o poder, explodiu a violência, que derivou na cruenta expulsão do Fatah da Faixa de Gaza, em 2007. Desde então, os territórios palestinos ficaram divididos com a ANP governando Cisjordânia e o Hamás governando Gaza.

A divisão também levou à paralisação das instituições políticas. "Desejamos um governo, um poder judicial e um legislativo, e instituições que funcionem. São necessárias eleições", opinou Shaqqura. "Necessitamos unir forças para enfrentar a verdadeira mudança: acabar com a ocupação, enfrentar a expansão de assentamentos judeus na Cisjordânia e acabar com o bloqueio à Faixa de Gaza", acrescentou.

A agência de notícias palestina Ma'na informou que 12 membros do Fatah regressaram no dia 3 à Faixa de Gaza com garantias do Hamás de que não corriam perigo. São parte dos 450 partidários desse partido que abandonaram Gaza após a violência de 2007. "Somos lutadores. Fomos embora para evitar um banho de sangue e hoje voltamos à nossa terra depois de cinco anos", disse Mahmoud Mulseh, que entrou em Gaza por Rafah, na fronteira com o Egito. "A alegria se mistura com a dor porque deixamos nossos amigos no Egito, mas estamos contentes de regressar a Gaza", declarou Mulseh à agência.

Um grupo de jovens palestinos pediu o fim da divisão e realizou manifestações em 2011 na Cisjordânia e na Faixa da Gaza. Conhecido como Movimento 15 de Março, data da primeira marcha, os ativistas foram agredidos por seguidores dos dois partidos. Embora a repercussão tenha sido mínima, o movimento contribuiu para que as autoridades palestinas falassem de unidade.

De fato, Fatah e Hamás assinaram um acordo de reconciliação em maio de 2011, mas as diferenças sobre como implantar a proposta, especialmente quem a encabeçaria, o desintegraram rapidamente. O representante do Hamás, Khaled Meshall, assinou, em fevereiro deste ano, outro acordo com o presidente da ANP, Mahmoud Abbas, para pôr fim à divisão, mas também deu em nada.

Segundo o professor de ciências, Sami Awad, da Universidade de Birzeit, na Cisjordânia, uma reconciliação palestina não agradará Israel, pois significará uma pressão para negociar com uma autoridade palestina unificada. "A situação será muito difícil para Israel e bloqueará a reconciliação. Dirão que, como Abbas se reúne com o Hamás, é responsável por terrorismo", observou Awad à IPS.

Isso, somado ao fato de que muitos palestinos, entre eles dirigentes políticos e os que operam os túneis na fronteira entre Gaza e Egito, se beneficiam da divisão, faz com que Awad seja pessimista sobre as possibilidades de se chegar a um acordo de conciliação. "Foram criadas instituições na Cisjordânia e em Gaza, e alguns atores se beneficiam com a divisão e a segregação. Creio que as pessoas que tiram proveito da situação atual lutarão para mantê-la", acrescentou.

Porém, Awad acrescentou que "Hamás e Fatah sentem que devem obter um êxito verdadeiro. A divisão entre Cisjordânia e Gaza prejudica seus êxitos. Precisam demonstrar à população palestina que são sérios e capazes de encerrar esta fase de divisão entre os palestinos". Envolverde/IPS (FIN/2012)

 
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