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Estados Unidos perdem a "paciência estratégica" com a Coreia do Norte
Jim Lobe

Washington, Estados Unidos, 14/2/2013, (IPS) - Os últimos testes nucleares realizados pela Coreia do Norte voltaram a colocar em dúvida a eficácia da "paciência estratégica" adotada pelo presidente norte-americano, Barack Obama, em seu primeiro mandato.

Após os testes atômicos subterrâneos do dia 12, nos quais Pyongyang teria usado uma força explosiva maior do que nos testes anteriores, de 2006 e 2009, tanto os "falcões" quanto as "pombas", os setores mais e menos belicistas em Washington, respectivamente, exigem uma mudança de enfoque por parte de Obama.

"A explosão nuclear prova que a política norte-americana é um fracasso e que é necessário um novo caminho", afirmou Michael Auslin, do neoconservador American Enterprise Institute. Auslin pediu maior agressividade para impedir que os norte-coreanos desenvolvam armas de destruição em massa ou tecnologia para mísseis, bem como algum tipo de castigo à China se esta se negar a cooperar. Auslin acrescentou que Washington deve "declarar que a contenção é nossa política, e ameaçar com uma represália esmagadora para acabar com o regime de Kim Jong-un, se a Coreia do Norte usar qualquer de suas armas de destruição em massa contra nós ou nossos aliados".

Por sua vez, Joe Cirincione, presidente do grupo pró-desarmamento Ploughshares Fund, afirmou que Washington deveria manter um diálogo com Pyongyang. "Creio que a política de paciência estratégica, de não falar com eles, fracassou", apontou. "Na maior parte dos últimos 12 anos, durante os quais a Coreia do Norte realizou quatro testes com mísseis de longo alcance e três ensaios nucleares, não conversamos com eles. Quando o fizemos, não realizaram testes", ressaltou.

Cirincione também disse que "deve haver outra rodada de sanções e maior pressão, mas não esperemos que isto funcione" por si só, disse à IPS. "Após um intervalo decente, os Estados Unidos deveriam aproximar-se da Coreia do Norte em conversações diretas, temos que proporcionar formas de aproximação ou continuarão fazendo isto", alertou.

Os testes norte-coreanos desataram fortes protestos por parte das grandes potências, incluindo a China, o mais próximo aliado de Pyongyang. Obama, de quem se esperava o anúncio de novos planos para reduzir unilateralmente o arsenal nuclear de Washington, durante seu discurso anual do estado da União, no dia 12 à noite, enfatizou que os testes norte-coreanos são "altamente provocativos", e pediu à comunidade internacional que adote uma "ação firme e crível" a respeito.

Por sua vez, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), reunido no mesmo dia, declarou que os testes foram uma "clara ameaça à paz e à segurança internacionais".

"Essas provocações não trarão mais segurança à Coreia do Norte", advertiu Obama, que depois se comunicou com o presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, para confirmar o compromisso de Washington com Seul em matéria de defesa. "Longe de alcançar sua declarada meta de se converter em uma nação forte e próspera, a Coreia do Norte, pelo contrário, se isola cada vez mais e sua população empobrece, devido aos mal aconselhados esforços por armas de destruição em massa", destacou Obama.

Desde que assumiu o cargo, o presidente norte-americano adotou uma política de "paciência estratégica", que condicionava qualquer passo substancial para a normalização das relações bilaterais a que Pyongyang suspendesse e eventualmente abandonasse seu programa nuclear. Em fevereiro de 2012, Washington pensou que havia conseguido um grande avanço quando a Coreia do Norte aceitou suspender seus testes com mísseis de longo alcance em troca de 240 mil toneladas de ajuda alimentar norte-americana.

Entretanto, poucas semanas depois, a Coreia do Norte anunciou novos planos para lançar um satélite ao espaço. Embora Washington advertisse que isso seria uma violação do acordo, o lançamento aconteceu e, de todo ponto de vista, foi um fracasso e voltou a congelar as relações. Em dezembro de 2012, Pyongyang lançou um novo foguete para colocar em órbita, com sucesso, um satélite de 80 quilos, êxito que causou mais preocupação nos Estados Unidos, pois demonstrou que o regime da Coreia do Norte havia alcançado uma tecnologia mais avançada do que muitos esperavam.

Essa ação foi condenada internacionalmente, inclusive pela China, e motivou novas sanções por parte do Conselho de Segurança da ONU. No mês passado, a Coreia do Norte sugeriu que se preparava para realizar novos testes nucleares. Estados Unidos e China, bem como outros membros das Conversações das Seis Partes (Coreia do Sul, Japão e Rússia) advertiram com novas sanções. Mas Pyongyang rechaçou as ofertas e em troca prometeu "impulsionar e fortalecer o poderio militar defensivo, incluindo dissuasivos nucleares".

Diante disto, Washington e seus aliados puniram a Coreia do Norte por seu "mau comportamento", embora tenham poucas formas de castigar esse país fora da guerra. De fato, a única fonte séria de pressão sobre Pyongyang neste ponto é a China, que fornece combustível e outro tipo de assistência vital ao país. Embora as contínuas provocações norte-coreanas e sua resistência a voltar às Conversações das Seis Partes claramente também estejam acabando com a paciência da China, este país parece mais preocupado pela possibilidade de que, caso interrompa sua ajuda, o regime norte-coreano entre em colapso.

"A China está em uma situação muito difícil neste ponto", ponderou Alan Romberg, especialista em temas de Ásia no norte-americano Stimson Center. "Por um lado, seus históricos cálculos estratégicos continuam sendo os mesmos. A China não quer ver a reunificação da Coreia sob a liderança de Seul, aliado dos Estados Unidos. Não creio que isso tenha mudado", afirmou.

"Por outro lado, se deve destacar a forma como Pequim lidou com isto antes e depois dos testes. Se expressou abertamente contra, e inclusive anunciou publicamente que havia chamado o embaixador norte-coreano" para apresentar-lhe um protesto formal, detalhou Romberg. "Há uma nova liderança na China, e parece que existe um nível de impaciência que não era óbvio antes", acrescentou.

Essa impaciência tem a ver com os crescentes temores de que a Coreia do Norte, caso continue neste caminho, desestabilize toda a região", pontuou Romberg. "Se a Coreia do Norte continuar realizando testes como estes, iniciará um debate na Coreia do Sul e no Japão quanto a estes países também construírem suas próprias armas atômicas. Se houver uma série regular de testes, a pressão nesses países aumentará", alertou. Envolverde/IPS

* Blog de Jim Lobe - www.lobelog.com/. (FIN/2013)

 
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