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Milhares se reúnem no funeral de palestino supostamente torturado
Correspondentes da IPS

Sair, Cisjordânia, Palestina, 26/2/2013 (IPS/Al Jazeera) , (IPS) - Milhares de pessoas se reuniram ontem na aldeia Palestina de Sair, na Cisjordânia ocupada, para o funeral de Arafat Jaradat, que morreu em uma prisão israelense em circunstâncias que são motivo de disputa.


Crédito: Al Jazeera
Funeral do palestino Arafat Jaradat na aldeia de Sair, na Cisjordânia ocupada por Israel.
Funcionários da Autoridade Nacional Palestina (ANP) afirmam que os resultados preliminares da autópsia indicam que a morte de Jaradat, ocorrida no dia 23, foi causada por torturas infligidas por agentes israelenses que o interrogavam. Por sua vez, funcionários de Israel dizem que não há uma conclusão clara e que são necessários mais exames necroscópicos.

O chefe da patologia da ANP, Saber Aloul, presente durante a autópsia realizada em Israel, disse que havia marcas no corpo de Jaradat que mostravam que ele foi torturado durante os interrogatórios. A autópsia, realizada no Instituto Nacional de Medicina Forense, não indicou a causa da morte.

O velório aconteceu em meio a momentos de tensão crescente, após semanas de protestos contra o tratamento que sofrem milhares de presos palestinos em prisões de Israel. As manifestações fizeram Israel temer o início de uma terceira Intifada (levante) palestino contra a ocupação de seus territórios. Agentes policiais da ANP cuidaram de manter a ordem durante o funeral, enquanto as forças israelenses se mantinham nos arredores da aldeia de Sair.

Nicole Johnston, jornalista da rede de televisão árabe Al Jazeera, relatou, do local do funeral, que o povo de Sair "nunca acreditou na versão oficial israelense para os acontecimentos... de que Jaradat morreu de um ataque cardíaco", acrescentando que "há uma grande preocupação em Israel e nos territórios palestinos de que esta morte e os protestos pelos presos políticos nas prisões de Israel das últimas semanas levem a mais manifestações, levantes e choques". Nicole ressaltou que "no momento é difícil saber se o clima se acalmará em poucos dias ou se estes protestos se intensificarão".

Combatentes da Brigada de Mártires de Al Aqsa, braço armado do governante movimento Al Fatah, ao qual pertence o presidente da ANP, Mahmoud Abbas, prometeu ontem vingar a morte de Jaradat. "Este crime horrível não ficará impune, e prometemos à ocupação sionista que daremos uma resposta", diz a declaração à imprensa distribuída entre a multidão presente ao funeral, enquanto integrantes mascarados da Brigada disparavam para o alto com seus rifles de assalto.

Os palestinos realizam regularmente manifestações reclamando a liberdade de prisioneiros, especialmente de um grupo que realiza uma greve de fome, mas o clima ficou pior desde a morte de Jaradat. No dia 24, um palestino ficou ferido gravemente por munição de guerra disparada em Ramalah, e outros dois sofreram ferimentos em uma manifestação perto da prisão de Ofer, segundo fontes médicas.

O Ministro de Assuntos Penitenciários da Palestina, Issa Qaraqe, acusou Israel, no dia 24, de torturas mortais contra Jaradat, citando os resultados preliminares da autópsia. Segundo Qaraqe, a autópsia constatou marcas no torso, músculos danificados e costelas fraturadas no cadáver de Jaradat. Israel divulgou um registro semelhante da autópsia, mas disse que "as costelas fraturadas podem ser resultado dos esforços de ressuscitação". Envolverde/IPS (FIN/2013)

 
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