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Mais além de Netanyahu, Obama mira os israelenses
Pierre Klochendler

Jerusalém, Israel, 20/3/2013, (IPS) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, chega hoje a Israel, na primeira viagem ao exterior de seu segundo mandato, para se reunir com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

O mandatário israelense iniciou seu segundo governo apenas 48 horas antes, por isso não surpreende que em sua visita Obama mire o povo israelense.

"Fumaça branca em Jerusalém", anunciaram analistas. Por fim, há um governo em Israel. No dia 16, um dia antes do prazo legal previsto, Netanyahu informou ao presidente de Israel, Shimon Peres, que conseguira formar uma coalizão. "Temos pela frente um ano decisivo em termos de segurança e economia, bem como de esforços para promover a paz", declarou à imprensa. Porém, antes de enfrentar um ano decisivo, o primeiro-ministro terá que enfrentar uma semana decisiva, na qual se encontrará com Obama.

A coalizão majoritária formada por Netanyahu conta com 68 legisladores, dos 120 que integram o Knesset (parlamento). A aliança depende de duas figuras nascentes na política do país: Yair Lapid e seu partido de centro Yesh Atid (Há Futuro), com 19 cadeiras, e Naftali Bennett e seu partido Lar Judeu, com 12. O partido de Lapid reúne principalmente a classe média e apela à "divisão equitativa do peso social", enquanto o de Bennett está vinculado ao lobby dos colonos judeus.

Os confidentes de Netanyahu, o ex-ministro da Defesa Ehud Barak e seus sócios do tradicional Partido Likud, ficaram fora, bem como seus aliados ultraortodoxos, que tampouco integram a coalizão governante. "O primeiro-ministro está em uma posição fraca frente a Obama, porque está cada vez mais sozinho na condução de seu país e porque ainda deve forjar uma nova política", comentou o jornalista Yonatan Regev, do Canal 10 de televisão. "Assim, escutará o que o presidente tiver para dizer, mas não terá muito que falar", acrescentou.

"Temos uma política clara sobre o Irã, o mundo árabe e a questão palestina", afirmou Yossi Kuperwasser, diretor-geral no Ministério de Assuntos Estratégicos de Israel. Regev especulou que "Obama e Netanyahu não são, afinal, os melhores amigos". Precisamente por isso, o presidente norte-americano enviou mensagens positivas esta semana em uma entrevista exclusiva concedida ao Canal 2 israelense. Referiu-se a Netanyahu por seu apelido Bibi pelo menos umas dez vezes, e declarou: "Temos uma tremenda relação. Ele é direto comigo sobre sua visão das coisas, e eu sou muito franco com ele sobre minhas opiniões".

Kuperwasser se mostrou prudente: "Podemos ter algumas diferenças sobre qual é a forma correta de promover nossos interesses comuns em direção à paz. Discutimos, mas somos muito próximos. Esse é o clima que caracterizará sua visita". Na agenda de Obama está o prazo limite dado por Israel ao Irã, até esta primavera e verão boreais, para que deixe de adquirir capacidade para desenvolver armas atômicas. Isto não ocorrendo, o Estado judeu lançaria um ataque contra as instalações nucleares iranianas.

No entanto, o Teerã destina parte do urânio enriquecido à pesquisa, para reduzir seu avanço rumo à bomba atômica, e assim ninguém está seguro de quando cruzaria a "linha vermelha" fixada por Netanyahu. Apesar de sua posição contrária a um ataque unilateral contra o Irã, Obama procurou aplacar as dúvidas israelenses. "O Irã obter a bomba atômica é cruzar a linha vermelha", disse ao Canal 2, utilizando a linguagem de Netanyahu. "Quando digo que todas as opções estão sobre a mesa, todas as opções estão sobre a mesa", destacou.

Para Kuperwasser, "não é 'todas as opções estão sobre a mesa'. É necessária uma opção militar crível para convencer os iranianos a deterem seu programa nuclear". Na agenda do presidente norte-americano estão também as conversações de paz entre Israel e o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, com quem Obama se reunirá amanhã. "Os israelenses estão preocupados com questões socioeconômicas, o preço dos apartamentos, o alistamento militar de estudantes ultraortodoxos, que estão livres de prestar o serviço militar, e o orçamento", pontuou Regev.

Imerso na política interna de seu país nos últimos três meses, bem como no futuro próximo, Netanyahu não teve tempo de traçar as diretrizes de sua nova política. É difícil pensar que Obama possa pressioná-lo para que avance no único assunto em matéria de política exterior que pode controlar: as negociações de paz com os palestinos. O reconhecimento, em novembro, da Palestina como Estado observador não membro da Organização das Nações Unidas (ONU) desatou manifestações nos territórios palestinos contra a ocupação israelense.

"A visita de Obama a Abbas é uma distração para conter o problema palestino e dar apoio à ANP para que não entre em colapso e siga sua missão nesta fase de transição, até que os israelenses acordem e se deem conta de que devem trabalhar para uma solução de dois Estados antes que seja muito tarde", disse Mahdi Abdul Hadi, fundador da Sociedade Acadêmica Palestina para o Estudo de Assuntos Internacionais (Passia).

Em setembro de 2010, Netanyahu rechaçou o pedido de Obama para ampliar para dez meses a moratória para a construção de assentamentos, levando Abbas a se negar a estender as conversações de paz. Kuperwasser descartou que se volte a declarar o congelamento da construção nas colônias judias. "Já passamos por isso. O fato é que os palestinos preferem uma política unilateral e receber declarações da ONU sem significado no terreno, em lugar de negociar conosco sem condições para mudar a situação em benefício de ambos", destacoou.

Um sinal de que não se espera o reinício das conversações de paz durante a visita de Obama é que funcionários norte-americanos disseram que o presidente ouvirá seus interlocutores israelenses e palestinos e se dirigirá diretamente ao povo israelense. De fato, na apresentação da viagem divulgada pela Casa Branca no YouTube, destaca-se o discurso que o presidente Obama fará a estudantes israelenses. "Esse é o verdadeiro objetivo da visita, sua capacidade de falar diretamente ao povo israelense sobre o futuro que queremos construir juntos", destacou o assessor Ben Rhodes, no videoclipe.

Em sua primeira viagem ao estrangeiro no seu primeiro mandato, Obama se dirigiu ao mundo islâmico desde a Universidade do Cairo, ignorando que se convertia em uma fonte de inspiração para o despertar árabe. Contudo, Obama pode ter uma grande desilusão se espera comover os israelenses, como fez com o mundo árabe, e que eles sigam seu famoso slogan "Yes, we can" (Sim, podemos) e contatem os palestinos. Envolverde/IPS (FIN/2013)

 
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