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Tênue esperança de desnuclearização em crise coreana
Jim Lobe

Washington, Estados Unidos, 4/4/2013, (IPS) - Distender a crise na península coreana parece uma tarefa titânica, para não falar em convencer Pyongyang a abandonar seu arsenal nuclear como alguma vez prometeu, com todas as partes pressionando.

Na verdade, as últimas medidas dos principais atores, Coreia do Sul, Coreia do Norte e Estados Unidos, motivaram, no dia 2, novos apelos à calma por parte do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon.

"A crise chegou muito longe", alertou Ban, que foi chanceler da Coreia do Sul. "A situação deve começar a se acalmar, não há necessidade de a Coreia do Norte tomar um rumo de colisão com a comunidade internacional. As ameaças nucleares não são um jogo", insistiu.

A reação de Ban aconteceu após as últimas ameaças de Pyongyang e, em especial, ao anúncio do dia 2, de que reativaria o complexo nuclear de Yongbyon, que, segundo a inteligência norte-americana, havia extraído plutônio suficiente para produzir até oito bombas atômicas. Acredita-se que pelo menos duas delas foram testadas sob a terra em 2006 e 2009.

O complexo inclui uma sofisticada usina de enriquecimento de urânio que poderia oferecer uma segunda fonte de combustível para a fabricação de bombas. O mesmo foi parcialmente desmantelado há sete anos em um acordo de desnuclearização em troca de ajuda, patrocinado pelas demoradas conversações das Seis Partes (Coreia do Norte, Coreia do Sul, China, Estados Unidos, Japão e Rússia).

"Os trabalhos começarão sem demora", segundo um comunicado divulgado pela Agência Central de Notícias Coreana, que também destacou que o complexo seria usado para a geração elétrica e para "reforçar a força armada nuclear, tanto em qualidade quanto em quantidade, até que o mundo se desnuclearize".

Por sua vez, os Estados Unidos enviaram um destroyer com mísseis guiados para unir-se ao destroyer John McCain, cujos sistemas estão projetados para interceptar mísseis balísticos pouco depois de seu lançamento, despachado no dia 1º para a região. O envio coincide com as manobras anuais conjuntas de Estados Unidos e Coreia do Sul, que incluíram voos de bombardeiros B-52 e simulações de bombardeios com dois B-2 perto da fronteira norte-coreana.

Os exercícios militares, conhecidos como Foal Eagle, parecem ter avivado a escalada de tensão dos últimos dias, que já estava quase ao máximo depois que o Conselho de Segurança da ONU determinou novas sanções econômicas e diplomáticas contra Pyongyang, em março. O Conselho, que tem entre seus membros a China (aliada mais próxima da Coreia do Norte e principal fornecedor de combustível e alimento a esse país), decidiu por unanimidade impor sanções contra esse país, após os testes nucleares subterrâneos de 12 de fevereiro, os terceiros desde 2006.

Desde a aprovação das sanções, que coincidiu com o começo dos exercícios militares, o regime, liderado por Kim Jong-um, de 29 anos e neto do fundador da Coreia do Norte, afirma que Washington e Seul planejavam um ataque nuclear contra seu território. Desde então lançou, entre outras medidas, suas próprias manobras militares, renunciou ao armistício de 1953 que pôs fim à guerra da Coreia, cortou as "linhas diretas" com Seul, ameaçou com um "ataque nuclear preventivo" contra o país vizinho, os Estados Unidos e suas bases no Oceano Pacífico, e anunciou que entrara em "estado de guerra".

O governo de Barack Obama destacou que não vê preparativos específicos da Coreia do Norte para cumprir suas ameaças, mas o temor de que as hostilidades degenerem por acidente, pois ambos países estão em alerta máximo e têm as linhas diretas desligadas, aumentam sem cessar.

"A preocupação é que um projétil isolado de qualquer das partes inicie uma cadeia de acontecimentos com resultado trágico", apontou Alan Romberg, especialista em Ásia que trabalhou no Departamento de Estado norte-americano e atualmente dirige programas sobre Ásia Pacífico no Centro Stimson. "Não é uma marcha para a guerra intencional, mas por acidente poderia nos levar a uma situação muito perigosa", advertiu.

O anúncio feito por Pyongyang no dia 2 não necessariamente é uma má notícia, disse Romberg à IPS. Contudo, parece deixar claro que pretende ser reconhecido como Estado nuclear e não considerará o desarmamento até que as outras potências nucleares o façam. Em especial, o especialista se referiu à nova lei adotada no dia 1º pela Assembleia Popular Suprema (parlamento), sobre a "consolidação da posição dos Estados nucleares para autodefesa", que cria as bases de um contexto legal para a estratégia nuclear do país.

Entre outros artigos, a lei declara que o principal objetivo das armas nucleares da Coreia do Norte é dissuadir e que poderão ser usadas somente para "repelir uma invasão ou um ataque de um país nuclear hostil e lançar contra-ataques" e a não proliferação. "Fazem duas coisas ao mesmo tempo, dar passos para mostrar que insistem em seu programa nuclear, mas também o fazem de forma disciplinada e legal. Não há indícios de renúncia ao programa nuclear, mas, talvez, certa retirada da retórica que mantém todo o mundo nervoso", pontuou Romberg.

Os últimos acontecimentos apresentam problemas difíceis para o governo de Obama, que reiterou sua disposição ao diálogo com Pyongyang sobre vários assuntos, incluindo as negociações de um acordo de paz permanente, mas somente se a Coreia do Norte se comprometer com a desnuclearização, lembrou Romberg.

Cada vez mais analistas distantes de Washington pedem aos Estados Unidos urgência em reconsiderar sua negativa de convencer Pyongyang e alertam que, ao não fazê-lo, correm o risco de colocar uma cunha entre Estados Unidos e Coreia do Sul, cuja presidenta, Park Geun-hye, não condicionou as conversações Norte-Sul ao compromisso de desnuclearização.

Em uma destacada coluna publicada no jornal The Washington Post, Mike Chinoy, da Universidade do Sul da Califórnia, pede urgência a Obama no sentido de enviar um funcionário de alto nível para se reunir com Kim e "explorar as possibilidades de reverter a última espiral descendente". Envolverde/IPS

* O blog de Jim Lobe sobre política externa dos Estados Unidos pode ser lido em www.lobelog.com. (FIN/2013)

 
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