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Caribe usa enfoque financeiro para combater mudança climática
Desmond Brown

Castries, Santa Lúcia, 25/6/2013, (IPS) - O Caribe tem a nada invejável reputação de ser uma das regiões mais propensas a desastres naturais do mundo, o que é exacerbado pela mudança climática e por sua vulnerabilidade, que pode ter consequências econômicas significativas, segundo inúmeros especialistas.


Crédito: Desmond Brown/IPS
Camponês em sua plantação de banana, destruída por uma tempestade tropical.
Por isso, Warren Smith, presidente do Banco de Desenvolvimento do Caribe (CBD), sugeriu que uma estratégia integral para fortalecer a resistência da região deve incluir a adaptação às consequências da mudança climática. O CBD, com sede em Barbados, é a principal instituição de crédito da região.

Os eventos naturais "aumentam em intensidade e impactam de forma negativa o crescimento econômico da região", acrescentou Smith perante governadores da instituição. Também mencionou um novo informe Fundo Monetário Internacional (FMI), segundo o qual nos últimos 60 anos os países do Caribe sofreram o impacto de 187 eventos naturais, especialmente ciclones e inundações. O estudo estimou o custo econômico anual dos danos em 1% do produto interno bruto (PIB) da área, um peso para o crescimento econômico e um elemento central do crescimento da dívida.

"Diante destas desanimadoras estatísticas, o FMI sugere que os pequenos Estados insulares em desenvolvimento do Caribe deveriam ser considerados Estados na frente de luta para a distribuição de fundos relacionados à mudança climática", opinou Smith. "As perspectivas de crescimento para nossos muito vulneráveis países melhorarão se os recursos para fortalecer a resiliência à mudança climática puderem ser concentradas em um pacote de ajuste mais integral", acrescentou. Segundo Smith, "as intervenções de adaptação climática podem ser aceleradas e dirigidas aos setores econômicos mais vulneráveis, em especial turismo e agricultura".

O primeiro-ministro de Santa Lúcia, Kenny Anthony, disse à IPS que o CDB mostrou interesse em apoiar as medidas da região contra a mudança climática. Junto com o Banco de Investimentos Europeu, o organismo afina projetos para financiar, no contexto da Linha de Crédito de Ação Climática. "A linha de crédito oferece uma oportunidade para financiar projetos de baixo orçamento destinados a construir resiliência contra a mudança climática", explicou Anthony. "A região deve aproveitar a oportunidade e fazer todo o possível para que tais recursos contribuam com a redução das emissões de gases-estufa e da degradação da terra, e para melhorar os minguantes fornecimentos hídricos", acrescentou.

Os pequenos Estados insulares do Caribe são Antiga e Barbuda, Bahamas, Barbados, Belize, Dominica, Granada, Guiana, Santa Lúcia, São Cristóvão e Neves, São Vicente e Granadinas, Suriname, e Trinidad e Tobago. Seis destes países estão entre os dez mais propensos do mundo a sofrer desastres naturais em função de sua superfície ou população. O restante do Caribe os segue de perto, pois todos estão dentro das 50 áreas de risco.

A frequência dos eventos climáticos varia de forma significativa no Caribe. Jamaica e Bahamas têm as maiores probabilidades de sofrerem furacões. Na verdade, são elevadas para a maioria de seus países, acima de 10% ao ano. O presidente do CDB disse que a "amarga experiência" ensinou a região que um grande evento climático pode desbaratar até os programas de ajuste fiscal pensados cuidadosamente. E acrescentou que a cobertura de seguros poderia ser uma forma efetiva de transferir o risco.

Smith identificou a seguradora Caribbean Catastrophe Risk Insurance Facility (CCRIF) como um "excelente veículo para esse fim", mas que é pouco provável que um país que toma empréstimo do CDB, por meio um severo ajuste fiscal, adquira um seguro adequado. "Segundo as coberturas atuais adquiridas por São Cristóvão e Neves, Antiga e Barbuda, e Jamaica, o desembolso da CCRIF pelos furacões Georges e Gilbert teriam representado apenas 2% das perdas totais", ressaltou.

"A posição dominante na comunidade de doadores é que os países com problemas fiscais e de dívida devem antecipar reformas. A ideia deve ser ampliada para incluir a concentração do apoio à resiliência climática", acrescentou Smith. Segundo ele, o CCRIF é uma boa opção, capaz de oferecer duas formas práticas desse apoio aos países caribenhos, e acrescentou que a assistência oferecida pelos doadores poderia ser destinada a melhorar seus seguros contra catástrofes para situá-los em um nível aceitável.

O CCRIF solicitou há pouco nova injeção de fundos para que o seguro por inundações seja mais acessível, explicou Smith, uma medida que "abrirá outra janela para transferir parte do risco associado às inundações, um fenômeno que agora ocorre todos os anos no Caribe", ressaltou. Os custos vinculados à recorrente frequência de eventos naturais na região são altos. Desde o começo da década de 1960, o Caribe sofre perdas anuais de, em média, 1% do PIB, um custo que cresce. As perdas aumentaram de 0,9% do PIB anual, nos anos 1980 e 1990, para 1,3% a partir de 2000. Os desastres naturais também deixaram mais de 1.300 mortos nos últimos 60 anos.

A Guiana, considerada o celeiro do Caribe, lidera um enfoque agressivo para acelerar a diversificação econômica e construir maior resiliência, esforços que lhe deram retornos significativos. "Ficaram para trás os dias em que nossa forte dependência de produtos tradicionais, como açúcar, arroz e bauxita, deixavam fortunas para nossa economia para os caprichos e vicissitudes dessas indústrias", declarou à IPS o ministro das Finanças da Guiana, Ashni Singh.

"Atualmente, a forte atividade na exploração e extração mineral, a diversificação agrícola, as tecnologias de informação e comunicação, os serviços financeiros e de construção e o turismo de aventura, são o cimento de uma economia com uma base mais ampla e mais resiliente", detalhou Singh. O ministro também mencionou os "esforços agressivos para passar da dependência de combustíveis fósseis para a confiança na energia hidrelétrica para cobrir nossas necessidades", com maior capacidade de geração e melhorada confiabilidade e acessibilidade. Envolverde/IPS

(FIN/2013)

 
Terramérica - Meio Ambiente e Desenvolvimento
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