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Crescem os bons sinais entre Estados Unidos e Irã
Jim Lobe

Washington, Estados Unidos, 31/7/2013 , (IPS) - Faltando poucos dias para a posse de Hassan Rouhani como novo presidente do Irã, tanto esse país quanto os Estados Unidos parecem estar emitindo sinais mútuos de boa vontade para voltar à mesa de negociações.

A última mostra foi no dia 29 deste mês, quando correu a notícia de que Mohammad Javad Zarif, ex-representante do Irã junto à Organização das Nações Unidas (ONU), será o novo chanceler iraniano.

"É verdade, é um grande sinal", disse Alireza Nader, especialista em Irã na Rand Corporation, importante centro de estudos com sede em Washington. "Zarif é mais pragmático do que ideológico, e se Rouhani tentar melhorar as relações do Irã com o resto do mundo e encontrar uma solução diplomática para a crise nuclear, então é a escolha lógica", disse à IPS.

Por sua vez, Gary Sick, especialista em Irã para a Universidade de Columbia, em Nova York, afirmou que Zarif "realmente conhece o cenário e a política dos Estados Unidos". Ele "tem um inglês absolutamente perfeito, é extraordinariamente inteligente e muito respeitado nos Estados Unidos pelas pessoas que trataram com ele, tanto em Nova York quanto em Washington", pontuou Sick, que acompanhou de perto seu desempenho como embaixador na ONU entre 2002 e 2007.

No dia 26, o jornal The New York Times informou que o primeiro-ministro iraquiano, Nuri Al Maliki, revelou que Rouhani lhe comunicara seu interesse em reiniciar as conversações diretas com Washington tão logo assuma. Também na semana passada o governo de Barack Obama anunciou que aliviará as restrições à venda de remédios e produtos agrícolas ao Irã, além de facilitar o envio de ajuda humanitária. Muitos analistas consideram esse um claro gesto de boa vontade às vésperas da cerimônia de posse de Rouhani, nos dias 3 e 4 de agosto.

Além disso, funcionários de Washington falam cada vez mais abertamente contra um novo projeto de lei com sanções contra o Irã, que poderia chegar hoje na Câmara de Representantes, dominada pelo opositor Partido Republicano. O governo Obama e seus aliados no Congresso temem que as novas sanções só deem mais argumentos aos políticos de linha dura em Teerã. Isso afetaria as possibilidades de um progresso nas negociações entre Irã e o P5+1 (grupo formado por Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Rússia, China, mais Alemanha), cujo reinício está previsto para setembro.

O projeto, promovido especialmente pelo Comitê de Assuntos Públicos Estados Unidos-Israel (Aipac), principal grupo de pressão israelense, pretende colocar obstáculos às exportações de petróleo do Irã, impedir qualquer transação comercial em euros com esse país, e adotar medidas contra seu setor automobilístico e seu tráfego marítimo. Também limitaria o poder de Obama para levantar sanções a terceiros países e companhias que continuarem negociando com Teerã.

A pressão para a Câmara aprovar o texto antes da posse de Rouhani e do recesso em agosto aumentou depois que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, foi entrevistado em um importante programa de televisão norte-americano há duas semanas, no qual pediu ameaças "críveis" de ações militares contra Teerã para esse governo abandonar seu plano atômico. Netanyahu afirmou que Rouhani é um "lobo em pele de ovelha".

O projeto pode ser aprovado esta semana na câmara baixa, embora, provavelmente, com margem menor do que se previa antes de belicosa aparição de Netanyahu na televisão. Cinco dias depois da entrevista do primeiro-ministro de Israel, 131 membros da Câmara, entre eles 17 republicanos, enviaram uma carta a Obama pedindo "novo vigor aos esforços para garantir um acordo nuclear negociado" com Teerã, à luz da "potencial oportunidade" que representa a eleição de Rouhani.

Os legisladores destacaram que o presidente eleito iraniano enfatizou, durante e depois de sua campanha, a importância de aliviar as tensões com o Ocidente. Também, sugeriram que Washington deveria estar disposto a aliviar as sanções bilaterais e multilaterais em troca de "concessões significativas e verificáveis" na mesa de negociações, e implicitamente alertaram para o perigo de adotar novas penas neste momento tão delicado.

Alguns dos signatários agora exortam seus colegas a atrasarem a votação do projeto ou ao menos mudarem o texto para expandir, em lugar de limitar, a autoridade de Obama para levantar sanções. Embora a Aipac não tenha divulgado sua postura sobre a carta, desanimou os legisladores que a assinaram, segundo fontes confiáveis. O próprio Rouhani celebrou a carta em sua conta no Twitter, onde disse: "131 congressistas assinaram uma carta pedindo ao presidente Obama que dê uma oportunidade à paz com o novo presidente do Irã".

Uma carta semelhante da presidente do Comitê de Inteligência do Senado, Dianne Feinstein, do governante Partido Democrata, agora circula na câmara alta, que no momento não estaria disposta a votar o novo projeto. Porém, vários diplomatas europeus que tiveram contato com Rouhani na década passada, quando foi chefe-negociador de seu país na questão nuclear, destacaram que sua Presidência oferece uma grande oportunidade de avanços.

Em uma coluna publicada no jornal International Herald Tribune na semana passada, o ex-embaixador da França no Irã, François Nicoullaud (2001-2006), disse que Rouhani teve um papel central no acordo alcançado com a UE-3 (Alemanha, França, Grã-Bretanha), pelo qual suspendeu seu programa de enriquecimento de urânio. Também destacou que Rouhani freou um programa secreto, a cargo da Guarda Revolucionária, para aumentar o arsenal do Irã. Envolverde/IPS

* O blog de Jim Lobe sobre política externa dos Estados Unidos pode ser lido em www.lobelog.com. (FIN/2013)

 
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