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Autoridades iraquianas buscam centenas de presos foragidos
Correspondentes da Al Jazeera
Doha, Catar, 23/7/2013 (IPS) - As forças de segurança do Iraque tentavam ontem capturar mais de 500 presos, entre eles vários membros da rede extremista Al Qaeda, que fugiram de duas prisões após um sangrento assalto organizado do exterior.

Nos ataques do dia 21 à noite contra as prisões de Taji, ao norte de Bagdá, e Abu Gharaib, a oeste da capital, morreram 26 efetivos de segurança, 20 presos e dez atacantes. Um coronel da polícia informou que as duas prisões foram alvo de disparos de morteiro e que quatro carros-bomba explodiram perto da entrada de ambas.

Além disso, afirmou que explodiram duas bombas nos arredores e que três atacantes suicidas morreram em Taji. O choque entre forças de segurança e atacantes se prolongou por toda a noite, com apoio de aviões e reforços terrestres em volta das prisões. "Cerca de 500 presos fugiram, entre eles muitos importantes dirigentes da Al Qaeda condenados à morte", disse Hakim al-Zamili, integrante do comitê parlamentar de segurança e defesa, à agência de notícias Reuters.

A polícia informou que o controle da situação foi recuperado na manhã de ontem. "As forças de segurança do Comando de Operações de Bagdá, com assistência da força aérea, conseguiram desbaratar o ataque lançado por homens armados contra as prisões de Taji e de Abu Ghraib", diz um comunicado do Ministério do Interior. "As forças de segurança conseguiram rechaçar os atacantes e ainda perseguem terroristas e exercem total controle sobre as duas regiões", acrescenta.

Estes ataques coincidem com o primeiro aniversário do anúncio feio pela célula iraquiana da Al Qaeda de que seu objetivo apontava para o sistema de justiça. "A primeira prioridade é libertar os presos muçulmanos em todas as partes, e perseguir e eliminar juízes e investigadores e seus guardas", dizia uma mensagem de áudio atribuída a um dos líderes da organização, Abu Bark al-Baghdadi, gravada em julho de 2012.

Nas prisões iraquianas há periódicas tentativas de fuga, revoltas e outros tipos de distúrbios. Abu Ghraib ficou tristemente célebre em 2004 quando foram divulgadas fotos feitas por soldados norte-americanos enquanto humilhavam e abusavam de presos iraquianos. Antes disso, no regime do deposto Saddam Hussein (1937-2006), que governou de 1979 a 2003, foi um centro de tortura.

Um carro-bomba explodiu diante de uma patrulha na cidade de Mosul, ao norte, e deixou 12 mortos e 16 feridos. Além disso, uma bomba que explodiu ao lado de um caminhão feriu um soldado e um civil próximo à essa localidade. Envolverde/IPS

* Publicado por acordo com a Al Jazeera. (END/2013)